domingo, 1 de abril de 2012

A Mulher de Preto

Ainda em 2011 já havia assistido ao trailer de "A Mulher de Preto", e de cara achei que o filme seria fantástico. Primeiro porque que se tratava de um terror, gênero que particularmente eu adoro, e segundo que o protagonista era Daniel Radcliffe, o eterno Harry Potter, o que me deixou bastante instigado, já que com oito filmes fazendo o mesmo papel ficaria difícil assistir a um trabalho do ator sem que fizesse ao menos uma comparação com o personagem criado por J.K.Rowling.

Como todo fã de filmes de terror, sempre procuro assistir a filmes capazes de me deixar assustado ou apreensivo, e confesso que nos últimos anos não havia assistido a nenhum filme capaz de tal feito, então apareceu "A Mulher de Preto" e galera, vou contar pra vocês, o filme não é tenebroso nem nada, mas é repleto daquelas cenas que fazem seu coração saltar, pena não ter ido ao cinema assistir ao mesmo, teria sido fantástico.

Já a atuação de Radcliffe não foi lá muito boa, ele poderia ter esboçado mais espanto, apreensão e medo, parecia que tudo que acontecia no filme não afetava em nada no comportamento do personagem, ele se assustava em algumas cenas de uma forma tão forçada que me deixou desapontado. Já a comparação com Harry Potter é inevitável, creio que todos que eram fãs da série devem ter começado o filme imaginando ser Harry ali, e o momento em que ele diz que o filho parecia com a mãe fez certamente muita gente se lembrar da série escrita por Rowling.

O cenário escuro, a chuva, a casa velha, os vários fantasmas e os efeitos sonoros, apesar de um tanto quanto que clichês neste gênero de filmes, foram muito bem colocados na história e a mistura de elementos infantis com terror é assustadora, já que é nesta fase da vida que nos assustamos com mais frequência.

Longa muito bom, e aqui entre nós, virou meu favorito no gênero de terror.


segunda-feira, 19 de março de 2012

domingo, 11 de março de 2012

Inquietos

Inquietos, de Gus Van Sant, é um filme, que para mim, tem como objetivo principal proporcionar a reflexão sobre como lidar com o fim da vida, detalhe marcante do personagem Hiroshi, um fantasma que faz o papel de amigo e conselheiro do protagonista da história, Enoch, lhe dando vários conselhos e orientações.

Tons foscos e abatidos passam um sentimento de tristeza e agonia presentes em quase todas as fases do filme, e os pequenos detalhes coloridos nas roupas da protagonista, Annabel, mostram o sentimento de superação e aceitação da mesma ao descobrir que esta vivendo seus últimos dias de vida, porém ao lado de um grande amor.

Um roteiro inteligente, romântico e dramatico somado com uma excelente trilha sonora e atores capazes de interpretar todo o sentimento que o diretor queria passar, tornaram este filme marcante e emocionante.

Para quem gosta de drama, "Inquietos" é uma boa pedida, e já está disponível em DVD desde o o dia sete de março. 

sexta-feira, 9 de março de 2012

A Casa dos Sonhos

Uma coisa que adoro sentir ao assistir a um filme é a sensação de ter sido enganado.

Sabem aquele sentimento que temos ao acreditar em algo que na verdade não é o que pensamos ser? Foi exatamente o que senti ao assistir "A Casa dos Sonhos", filme dirigido por Jim Sheridan e com roteiro de David Louka.

Não encontrei nenhuma sinopse na internet capaz de mostrar o que o filme é na verdade, e realmente não creio que alguém será capaz de resumir o mesmo em poucas linhas, simplesmente inexplicável.

O trabalho do diretor foi fantástico, conseguindo levar o espectador para dentro do universo dos personagens, deixando quem assiste misturar o imaginário com o real e ficar angustiado em alguns momentos.

Para quem gosta de suspenses e mistérios, este filme é um prato cheio.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Harry Potter - Um Final e Nenhuma Premiação da Academia


Harry é um órfão que viveu seus primeiros onze anos de vida junto a seus tios negligentes, porém descobre que é um bruxo e toma um rumo inesperado para sua vida, sendo enviado para a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, onde vive grandes aventuras e tenta salvar o mundo mágico de um bruxo maligno.

A coleção de livros de J. K. Rowling foi inevitavelmente atraindo a atenção de Hollywood, e quando a Warner Bros. adquiriu os direitos da obra o livro virou filme, e ganhou fama mundial.

O primeiro longa da série conseguiu o maior sucesso de estreia até a sua data de lançamento e faturou mais que qualquer outro filme, exceto Titanic, até então. Já o último filme da série foi a maior bilheteria de 2011, e uma das maiores de toda a história do cinema.

Harry Potter ao longo de seus 10 anos de cinema, teve 12 indicações ao Oscar, porém não ganhou nenhuma estatueta, talvez porque concorria com filmes mais dramaticos e/ou mais intelectuais, filmes os quais tem uma preferencia maior na academia.

Em minha opinião, a série foi de fundamental importância para o cinema, e deveria ao menos ter levado alguma estatueta ao longo de sua história, porém não posso negar que os filmes que concorreram com ela eram muito bons, e o simples fato de ter sido indicada tantas vezes tornaram todos os filmes de Harry Potter em clássicos, que certamente serão passados de geração em geração.

Uma definição para os filmes de Harry Potter pode ser a seguinte, uma obra de arte para os olhos e ouvidos.





quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Beleza Adormecida


Pode não ser o gênero de filmes favorito de todos, mas é evidente que filmes dramáticos tem uma importância maior para o cinema que os outros tipos de filmes, uma vez que cobram mais dos atores e diretores, que devem se preocupar quando o filme começa a ultrapassar os limites da obra passando a ser entediante, um trabalho bastante difícil.

Não assisti ainda ao filme Beleza Adormecida, mas lendo sua sinopse, vendo seu trailer e observando algumas críticas na internet, pude tirar algumas conclusões.

O filme conta a história de Lucy, uma garota que entra para uma rede de prostituição um tanto quanto que diferenciada, isto porque as garotas desta rede ingerem alguns comprimidos antes do programa, os quais as deixam adormecidas, nesta hora, o cliente entra e faz o que bem entende com as garotas. Ao acordarem, elas não fazem a mínima ideia do que aconteceu, e com o desenrolar da trama Lucy consegue enxergar os possíveis abusos que sofre através de pequenas observações ao seu arredor.

Observando o trailer, temos a impressão de que a personagem é uma garota que se desligou do mundo, em momento algum ela esboça algum tipo de reação, isto tudo escutando o que será o seu trabalho, explicação um tanto implícita, porém chocante.

O longa vem acompanhado de um excesso de nudez, o que para muitos serve apenas para enrolar ainda mais a história, é neste caso uma forma de mostrar o que a protagonista passa para poder sobreviver.

Usando cores abatidas presentes em muitas produções do gênero que querem evidenciar o sofrimento de seus personagens e cenários luxuosos e clássicos, ao mesmo tempo, deixaram o filme com um aspecto sensual e triste simultaneamente, particularmente achei isto incrível.

Agora é esperar para ver, Beleza Adormecida, drama com direção e roteiro de Julia Leigh, que tem data de estréia para o dia nove de março.


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

A Importância de Steven Spielberg para o cinema atual



Steven Allan Spielberg é um dos cineastas norte-americanos mais populares e mais influentes do cinema. Spielberg é o diretor com o maior número de filmes na lista dos “100 Melhores Filmes de Todos os Tempos”, feita pelo American Film Institute.


A carreira cinematográfica de Spielberg começou aos 13 anos de idade, quando ele fez seu primeiro curta-metragem intitulado “Fuga do Inferno”, mostrando fatos sobre a guerra. Por falar em guerra, Spielberg é fissurado por guerras e muitos de seus filmes retratam exatamente esse fascínio do cineasta por conflitos e batalhas, esta sensibilidade para filmes do gênero provavelmente vem de sua avó, que sobreviveu em um campo de concentração, e de seu pai, que serviu no exército.



O reconhecimento veio com o longa “Tubarão” de 1975, sucesso de bilheteria arrecadando milhões de dólares e de fãs. A fama do filme foi tão grande que influenciou os grandes estúdios a investissem no gênero ‘blockbuster’, retratando grandes catástrofes com muitos efeitos especiais.


Spielberg tem uma lista tão extensa de sucessos que eu ficaria aqui durante horas digitando filme por filme, mas alguns sucessos eu sou obrigado a citar, pois foram sucesso de crítica e bilheteria, são eles E.T., Jurassic Park, Indiana Jones, Tubarão, A Cor Púrpura, O Resgate do Soldado Ryan e A Lista de Schindler.


A primeira indicação ao Oscar na categoria de melhor diretor veio em 1977, com o filme “Contatos Imediatos de Terceiro Grau”, porém Spielberg só veio conseguir uma estatueta de melhor diretor em 1993 com “A Lista de Schindler”.


Com “A Cor Púrpura” Spielberg conseguiu mostrar para a crítica e para o mundo que também entendia de filmes com temas mais adultos, no caso um drama que recebeu onze indicações para o Oscar, inclusive de melhor filme, porém não conseguiu nenhuma estatueta, mas se tornou um clássico do cinema.


Basta darmos uma rápida olhada nas produções e na biografia de Spielberg que conseguimos enxergar claramente a importância deste talentoso diretor, produtor, roteirista e até ator para o cinema atual.


Spielberg foi criador de filmes catastróficos, impulsionando a produção de filmes do gênero, sua mente brilhante e a forma com que retrata os personagens, destacando aqui os mais jovens, é inquestionavelmente de longe uma das melhores. Ele retrata em seus filmes toda uma fantasia infantil, porém bastante realista, com personagens jovens e inteligentes.


O diretor também tem grande papel no cinema quando falamos de produções com bastantes efeitos especiais, as quais Spielberg se destaca no meio por seu trabalho e servindo de inspiração para novos e futuros cineastas.


Este é Steven Allan Spielberg, ídolo de muitos e conhecido por todos!!!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Cinema Jovem

Vivemos em uma época a qual muitos filmes são destinados ao público jovem, são longas que nem sempre vêm acompanhados de bons roteiros, mas sempre com atores famosos entre o público teen, isto porque é justamente este público quem lota as salas de cinema por todo o país.


Filmes como “Muita Calma Nessa Hora”, “As Aventuras de Agamenon – O Repórter”, e o mais novo, “Billi Pig”, são exemplos de longas que levaram e/ou levarão para o cinema multidões de pessoas, principalmente adolescentes que só irão assistir a estas produções devido à presença de seus ídolos nas mesmas.


Muitos saem das salas de exibições desapontados, como ocorreu no lançamento mundial de “Billi Pig”, durante a 15ª mostra de cinema de Tiradentes, onde várias pessoas saíram da sala não acreditando no que haviam visto, raras as que realmente gostaram do longa, porém muitos com a concepção de que este tipo de filme é importante para o mercado nacional, uma vez que eles abrirão novos olhares e novas ideias poderão ser criadas e produzidas.


Para você que gosta do gênero, aí vai a minha dica, vá até a locadora mais próxima e alugue “Muita Calma Nessa Hora”, não é digamos uma grande história, porém é muito divertido, principalmente se você for assistir com os amigos.

Sinopse: Três jovens amigas, Tita (Andréia Horta), Mari (Gianni Albertoni) e Aninha (Fernanda Souza), encontram-se diante de situações desafiadores . Em busca de novos caminhos, decidem passar um fim de semana na praia. Na estrada,  conhecem Estrella (Debora Lamm), uma hippie, que lhes pede carona para tentar achar o pai desconhecido. As quatro garotas vivem situações hilárias, absurdas e emocionantes. Mais que mudar de ares, mudam a si mesmas.

Gênero:   Comédia Jovem
Direção:   Felipe Joffily
Roteiro:   Bruno Mazzeo, João Avelino e Rosana Ferrã

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Balança Mas Não Cai - Mostra Aurora - Mostra de Cinema de Tiradentes


Roteiro: Sérgio Borges

Direção: Leonardo Barcelos

Balança mas não cai trata-se de um documentário arriscado sobre o edifício Tupis em Belo Horizonte, Minas Gerais. Um documentário-ficcional arriscado e ao mesmo tempo estreito.
Como disse o crítico Ataides Braga "Paradoxo da Dialética".

Primeiramente Balança mais não cai seria um documentário institucional que tomaria como início a reforma do edifício Tupis que há anos constava-se abandonado. Leonardo Barcelos resolveu se entregar ao prédio e construir um documentário-ficcional que conseguisse transitar entre o tempo e resgatar as tantas memórias esquecidas naquele lugar. Devemos considerar e analisar se a intenção do diretor foi condizente com sua obra acabada.

O documentário mistura personagens fictícios atuando em meio aos escombros, fazendo a transposições na tela com o passado e o presente. Esse estilo de linguagem cinematográfica apesar de ter seu grande papel inovar foi redundante e indulgente em sua forma. As cenas ficcionais ficaram muito aleatórias tornando o filme, em alguns momentos, cansativo.

O documentário também se exacerbou em retratar a vida boêmia do prédio nos seus tempos de habitação, cenas desnecessárias e vulgares tiraram a atenção do expectador para a importância fantasmagórica dos personagens.

Os entrevistados também perderam sua importância com depoimentos sobre uma Belo Horizonte passada, acontecimentos sem muita relevância. Se intencional ou não esses depoimentos e algumas imagens que retratavam uma Belo Horizonte de outrora , deixaram uma nostalgia percorrer pelos caminhos de Belo Horizonte.

Todavia é necessário considerar a beleza estética e a fotografia dedicada. Um filme arriscado na estética e a na técnica, trazendo coragem para as produções cinematográficas brasileiras. Um documentário dinâmico e moderno mas que desliza pelo alto ego do diretor, demonstrado pelas cenas desnecessária ("de imersões") que o próprio atua, com a obrigação apenas de encenar sua quase arrogância e despreparo no roteiro.

Fui um erro tratar o roteiro de maneira tão descompromissada e aleatória, como Barcelos disse em debate: "Foram cenas soltas, da minha imaginação" . Um erro que eliminou toda a inovação e realização artística.



terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Contos de Nova York

Título original: (New York Stories)
Lançamento: 1989 (EUA) Direção: Woody Allen / Francis Ford Coppola / Martin Scorsese Atores: Woody Allen, Mia Farrow, Ira Wheeler, Nick Nolte, Rosanna Arquette, Talia Shire, Giancarlo Giannini, Heather McComb
Duração: 124 min
Gênero: Drama\Comédia

Sinopse: Na primeira história, "Lições de Vida" (Life Lessons), dirigida por Martin Scorsese, Lionel Dobie (Nick Nolte), um famoso artista plástico, fica arrasado quando Paulette (Rosanna Arquette), sua namorada e assistente, planeja abandoná-lo. Na segunda, "A Vida Sem Zoe" (Life Without Zoe), dirigida por Francis Ford Coppola, Zoe (Heather McComb), uma menina, vive esquecida em um hotel de luxo enquanto seus famosos pais viajam o mundo. Na terceira, "Édipo Arrasado" (Oedipus Wrecks), dirigida por Woody Allen, Sheldon Mills (Woody Allen) é um advogado que não consegue se libertar da mãe dominadora.

Comentário: Tá sem paciência pra assistir filmes longos?? Aqui vai uma ótima pedida: "Contos de Nova York". São três contos dirigidos por diretores consagrados (Scorsese, Coppola e Woody Allen) e que mostram Nova York de uma maneira diferente. Não enaltecem sua grandiosidade (como em Manhattan, de Woody Allen) ou usam o elemento de unidade para amarrar os contos e sim apresentam histórias que têm em comum a singularidade de seus personagens e suas percepções sobre a cidade. Cada um dos contos nos apresenta uma visão pessoal e íntima dos protagonistas sobre Nova York e é nessa divergência que está o ponto de coerência. A “Big Apple” vista como um lugar em que habitam todos os tipos de pessoas e que portanto, está sujeita a abrigar os mais particulares estilos de vida e os mais distintos universos e realidades. Particularmente não gosto do conto do Coppola, as interpretações me incomodam um pouco, mas para compensar temos nada menos que Woody Allen e Scorsese, rápidos, objetivos e muito bons!

Depoimento sobre a Mostra de Cinema de Tiradentes

“Ser ator ainda é o que eu fazia quando era criança, dar margem à imaginação. A finitude da vida versus a infinitude da arte. Tornar visível o invisível”

Foram com essas palavras ditas pelo ator Selton Mello que começou a 15ª Mostra de Cinema de Tiradentes. Mas o que o Selton compartilhou como experiência e opinião pessoais, eu vi acontecer todos os dias.

Ficar imerso em um ambiente criativo e ao mesmo tempo profissional, leve e ao mesmo tempo emotivo, com o cinema como eixo central de ligação entre as pessoas é realmente inspirador. Poder mergulhar em diferentes universos todos os dias e refletir através das idéias e contextos dos filmes muito mais que apenas assistir, mas discutir cinema, nos torna pessoas mais críticas. Sim, de filmes. Mas também de nós mesmos, da nossa verdade pessoal e social, das nossas experiências e expectativas.

Quantas vezes não me peguei em um momento de identificação ou sensibilidade? E o mais interessante, só  filmes brasileiros! Assistir aos clássicos do cinema mundial pra qualquer cinéfilo é muito fácil, os filmes já foram exaustivamente discutidos e analisados. Mas ser exposto à produção de cinema nacional além de nos hambientar ao que está acontecendo no cenário cinematográfico do país, nos amadurece para o fato de que é possível sim fazer cinema no Brasil e se temos falhas, é com iniciativas como a da Mostra de Cinema de Tiradentes que podemos nos articular para melhorarmos. 

Como o artista Vik Muniz diz, “O momento em que uma coisa se transforma em outra é o momento mais bonito da arte”. Aqui uma cidade sem sala de cinema próprio se transforma em palco de uma mostra que expõe milhares de pessoas à cultura gratuita e de qualidade. Se transforma no invisível de que o Selton Mello falava no primeiro dia. Um invisível que se torna visível de formas tão significativas que eu não poderia descrever em palavras, teria que fazer cinema.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Análise do curta "Gertrudes e Seu Homem", direção de Adriana Rodrigues, exibido dia 26/01/12 na 15ª Mostra de Cinema de Tiradentes


A história é uma adaptação do conto homônimo da autora goiana Augusta Faro.

Com um enredo um tanto quanto poético, 'Gertrudes e seu Marido', exibido na 15ª Mostra de Cinema de Tiradentes, mostra os sentimentos de uma costureira que vive em uma cidade do interior, destacando sua loucura, sua paixão e principalmente sua solidão.

Gertrudes é uma personagem sensual, portanto seu figurino e maquiagem foram fundamentais para expor esta ideia, com grandes decotes, um pequeno toque de vermelho na roupa e uma maquiagem marcante, o curta conseguiu mostrar todo este lado marcante da personagem.

Vale mensionar que as filmagens utilizaram película 35 mm, o que destacou bastante os cenários, que mesmo não sendo grandes conseguiram uma textura e um destaque diferenciado.

Com uma excelente filmagem, uma boa trilha sonora e uma história incrível este curta chamou a atenção do público e foi sucesso na mostra.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Matéria com a galera do Cinema-i e do Circuito Fora do Eixo no 'Estado de Minas' 25/01/2012


"Eles vêm de muitos lados. Brasília, Ouro Preto, Mariana, Petrópolis e até Los Angeles. As áreas também são diferentes. Tem representante da arquitetura, da história da arte. Mas o que leva todo mundo a Tiradentes é apenas uma causa: o cinema. E vale tudo pra estar na cidade. Alugar casa, dormir de qualquer jeito, dividir um banheiro com 10 pessoas. Apesar disso, é preciso acrescentar um detalhe interessante: explorar a programação “de galera” tem suas vantagens. “A gente conversa, troca experiência e tem companhia para sair”, conta Shaline de Paula."

Confira a matéria toda clicando aqui

Comentário curta Julie, Agosto, Setembro Direção: Jarleo Barbosa exibido dia 23/01/12 na 15ª Mostra de Cinema de Tiradentes


A 15ª Mostra de Cinema de Tiradentes a cada dia que passa me deixa cada vez mais impressionado, segunda-feira foi exibido o curta 'Julie, Agosto, Setembro', de Jarleo Barbosa, cujo nome faz uma brincadeira com os meses do ano e com o nome da personagem principal, uma suiça que acaba de chegar em Goiânia.

A história do curta é bastante simples, Julie é uma garota 'um pouco romântica' que tenta descobrir a cidade de Goiânia por meio de seus relacionamentos. No início ela encontra um pouco de dificuldades, devido ao seu idioma, o francês, mas ao encontrar um namorado que a ensina várias coisas, Julie começa a descobrir a cidade, até que por fim se torna parte dela.

A trilha do curta é excelente, trilha a qual estou escutando enquanto escrevo este comentário, muito boa. 'August' é da banda goiana Folk Heart, composta por três amigos.

As roupas usadas por Julie são repletas de figuras, flores, tons de azul e estampas, que passam para o espectador todo o lado romântico e ao mesmo tempo simples da personagem, em contrapartida os tons de cinza utilizados realçam a cidade de Goiânia com todo o seu concreto.

Ponto também para a atuação do elenco, que apesar de não falarem frase alguma, demonstram com o corpo e expressões todo o sentimento presente no curta.

A idéia de narração em francês caiu como uma luva, pois combinou muito com a história, ficou simples e elegante, e não deixou o curta hora alguma cansativo, algo bastante comum em produções que utilizam isto.

Conclusão, excelente!!!


quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Impressões... terceiro dia




Domingo é um dia bom de cinema, seja com a família, com os amigos, ou conhecer pessoas novas... Diferente disso não podia ser na em Tiradentes. O clima de afoito e eufórico começa a ganhar certo refinamento e nos percebemos melhor do que nunca inseridos numa mostra de cinema.

O dia ainda pedia um ecletismo generalizado e, por isso, percorri a linha do cinema “família” ou algo num patamar bem próximo a este. A programação buscou, por sua vez, oferecer em praticamente toda a linha diurna, filmes cuja classificação etária era livre, talvez, prevendo a dinâmica familiar e dominical.

Se família é uma vertente de público, família foi também um tema abordado entre as películas do dia. Nesta linha os curtas que evidenciam esta linha têm o intimista ‘Oma’, o agradável ‘Uma primavera’ e delicado ‘Assuntos de Família’ (todos já comentados aqui).

Além disso, a mostrinha (destinada aos curtas infantis e animações) traz o frescor dos avanços da computação gráfica no cenário nacional e alguns outros experimentos visuais em stop motion. Pena que nestes dois casos, assim como nos curtas live action infantis, os enredos são, no geral, simplistas.  Dentre eles, destacamos o belo ‘Boboleta’ de Karla Oliveira, o quase ‘Sonhando Passarinhos’ de Bruna Carolli e político ‘Obsoleto’ de Heitor Mendonça e Cia.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

MAKING OFF






Comentário OMA, curta do dia 22/01 da Mostra Panorama


No domingo, dia 22, a Mostra de Cinema de Tiradentes exibiu 4 curtas. O que mais me chamou atenção foi "OMA" de Michael Wahrmann


OMA trata da relação entre o diretor e sua avó. É interessante como mesmo com a dificuldade de comunicação entre os dois (ela fala alemão e ele espanhol)  dá pra perceber a relação forte que existe, como se a forma de comunicação fosse uma coisa trivial perto do laço de afeto que os dois compartilham.
O diretor escolhe deixar claro essa dificuldade que realça o fato de outras dificuldades que vem com a idade. A dificuldade de locomoção, a perda da visão, a perda da juventude e com ela tudo o que se era considerado “belo” em relação à aparência. Isso fica claro quando a avó posa para fotos na varanda, como se quisesse se sentir bonita de novo.
Senti extrema preocupação em deixar tudo o mais natural possível, tudo o que parece simples se torna então reflexivo. Em determinados momentos dá pra notar a angústia misturada com a conformidade da velhinha o que me causou uma espécie de nostalgia invertida, como se ao invés de sentir falta de uma coisa que já passou eu pudesse sentir o sentimento do peso da vida quando se chega à velhice e fosse sentir falta de exatamente o momento em que pensei isso, assistindo esse curta. Um pouco confuso mas pra mim o primeiro sinal de que um filme é bom, é quando me faz mergulhar em um turbilhão de sentimentos como esse fez.
O curta tem um aspecto extremamente intimista mas por ser tão verdadeiro se torna universal. Qualquer um se identifica com a relação com os avós ou com o simples de fato de que o tempo chega para todo mundo e que no fim das contas o que importa são as pessoas que te amam e estão ao seu lado e que você não precise dizer isso para que saibam. Como o próprio diretor diz “ela não escuta e eu não entendo”  mas estão lá um para o outro.

Abertura da 15ª Mostra de Cinema de Tiradentes


Vídeo realizado pelo Clube de Cinema, frente audiovisual do Circuito Fora do Eixo.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Comentário 'Oma' e 'Uma Primavera', curtas exibidos dia 23/01/2012 na 15ª Mostra de Cinema de Tiradentes

A Série 2-Mostra Panorama, exibiu na tarde deste domingo quatro curtas bastante chamativos dentro da 15ª Mostra de Cinema de Tiradentes.

Em sua maioria, os curtas trataram de questões presentes dentro das famílias atuais,
mostrando seus conflitos de uma forma realista, porém cada qual com um ponto de vista diferenciado, irei citar os meus dois favoritos:

As cores utilizadas foram fundamentais, o tom de cinza presente em 'Oma', documentário de Michael Wahrmann, permite, em meu ponto de vista, a visualização da tristeza presente na velhice da personagem principal. A forma com que foi filmado, mais fechado no rosto dos personagens, também foi fundamental para isto, focando as expressões tristes e cansadas da avó. Este curta foi marcante, impossível assistir e não lembrar de nossos avós e conhecidos mais velhos.


'Uma Primavera', de Gabriela Amaral Almeida, mostra todo o estresse de uma mãe que habituada com o clima da cidade grande e cheia de conflitos pessoais não consegue ter um momento de calma. As cores, num tom marrom, passam para o espectador a mesma senssação que a personagem esta vivendo, quando a mesma não sabe onde sua filha esta. Assim que a menina é encontrada, é possível reparar um tom azul nas roupas do namorado da garota, passando a senssação de tranquilidade para quem assiste, a mesma vivida pela mãe ao ter seu problema resolvido. Este curta ganha pontos por mostrar de forma realista a vida conturbada das pessoas que vivem nas grandes cidades, e que levam todo este estresse para onde quer que elas vão.

Comentário curta 'Assunto de Família', exibido dia 22/01/12 na 15ª Mostra de Cinema de Tiradentes

Há um indiscutível poder em curtas-metragens (refiro-me aos bons) em sintetizar em imagens sentimentos complexos, porém concisos, em seus poucos minutos. Talvez a categoria 'curta' seja o privilegiado momento do experimento em cinema. Isso torna-se ainda mais evidente na realidade do Brasil uma vez que esta categoria de filmes dificilmente saem dos circuitos de mostras e festivais de cinema.

Como exemplo paradigmático temos 'assunto de família'. Dono de uma narrativa simples, somos convidados a conhecer o cotidiano de uma ordinária família em dia de jogo na tv. O cenário fechado, de um apartamento paulistano, com rarefeita luminosidade parece dialogar com a quase ausência de interação afetiva entre os personagens. Temos o patriarca que sem as calças se espalha na poltrona enquanto ora interage com a tv ora critica a mulher. Ela, por sua vez, busca escapar de um cotidiano machista através de pequenos prazeres como  fumar um cigarro escondido do marido ou perceber-se ainda mulher frente ao espelho. É um retrato do amor solitário.

 Os filhos, dois rapazes, demonstram os oceanos que distanciam suas personalidades em sutis interações, quase sempre demarcadas por uma tensão animalesca, que parece tornar-se apática num cotidiano individualista.

Lá, os personagens parecem dividir apenas o espaço. Nada mais. Enquanto cada um busca uma felicidade particular, ou aquilo que resta dela, uma expectativa de um reencontro paira. Contudo, o inevitável, transcrito mais uma vez na solidão, se apresenta em pequenos atos de esperança, onde, mesmo truncada, as interações pessoais ganham espaço através de inesperadas mas banais ações.


Juan Carlos
 

Programação 15ª Mostra de Cinema de Tiradentes (24/01/2012)




Assista alguns trailers de algumas atrações de amanhã, 24/01/2012, na 15ª Mostra de Cinema de Tiradentes:




Na tarde de ontem, 22/01/2012, dentro da Mostra Panorama, foram exibidos quatro curtas, o cinema i assistiu e deu seua opinião, destacando o curta "Uma Primavera", de Gabriela Amaral Almeida.

Impressões - segundo dia

Um dos gostos mais amargos das mostras de cinema em geral é ter que montar sua própria programação, uma vez que o cronograma geral é vasto e simultâneo, fazendo com que o espectador escolha uma sessão e deixa duas outras para assistir sabem-se lá quando.

O sujeito enquanto transformação delineou o tom deste meu segundo dia de mostra. Seja um sujeito dilacerado pelas dores do amor flabubertiano do longa de Ricardo Miranda (Djalioh – 2011) ou o inquieto e sonhador de Selton Mello (O Palhaço – 2011). Mas as aproximações terminam neste ponto.

Djalioh é um filme de difícil acesso para o espectador que não queira se encontrar com sua intimidade. Entre uma narrativa visual, que busca nos devaneios de um texto romântico, o diretor dissolve as fragilidades humanas ali demonstradas em um cotidiano fantasmagórico, onde a sua maior companhia é um reflexo de si mesmo.

Por outro lado, a composição fotográfica das cenas propõe ora a clausura ora a amplitude. Tal dicotomia se complementa tendendo à primeira impressão, pois ali o trabalho de interpretação casado com uma câmera intimista não dá espaço de fuga: é você em frente a uma visceral verdade. Em momento ápice, Miranda propõe a tela escura como absoluto enquanto uma criança chora compulsivamente até que o som é esmagado com um baque que faz até a mais insensível alma perceber-se vulnerável.

Djalioh é uma experiência dos sentidos. Em certo momento o espectador se percebe intimamente inserido num jogo de narrativa e imagem tão dispares e concisas que, como numa alegoria da contradição, perceber-se inserido neste devaneio é uma opção privilegiada no modo em como se frui cinema.

domingo, 22 de janeiro de 2012


A turma do Cinema i também conferiu os curtas exibidos no dia 21/01/2012 aqui na mostra, confira nossa opinião e deixe seu comentário!

Mais uma vez a equipe do Cinema i marca presença e da a sua opinião sobre os filmes que estão sendo exibidos na 15ª Mostra de Cinema de Tiradentes, desta vez o longa escolhido foi "Vou Rifar Meu Coração", documentário de Ana Rieper.

Impressões - abertura

Pouco antes de começar a 15ª mostra de cinema de Tiradentes, a cidade se preenche com todas as cores para receber durante oito dias um cinema que ainda insiste em ser monocromático. Tais cores acompanham as tendências visuais de cada tribo que decide embarcar numa suposta harmonia entre as disparidades. E assim, surge um comum objetivo: fruir cinema.

O cenário está pronto! E quando já não há mais como engendrar o tempo que carrega as amarras da criatividade, a mostra anuncia-se aberta através dos tocantes e costumeiros sons de Marcus Viana. O clima então se preenche com o enaltecimento a Minas, as belezas naturais e, principalmente, culturais... Uma tal de “mineiridade” encontra o auge emotivo na canção Pátria Minas.

E assim foi! De homenageado emocionado a comoção geral do público. E Minas, Minas, Minas... Os detentores, então, com as chaves da fruição em mãos, abrem as portas das tendas da imaginação, convidando todos a passearem pelos caminhos da contemporaneidade do cinema feito Brasil.

É cinema de mostra, com toda a complexidade que essa classificação pode representar. Cinema para relacionar-se, antes de qualquer outra coisa. Buscar na fruição múltiplas vazões às margens das esperanças, enquanto as expectativas tentam dizer que não somos palhaços infinitos tampouco heróis de costumes, mas sim, gente que busca compreender a multiplicidade em um “cinema adolescente”, que vive a procurar entre tantas cores alheias seus melhores tons.

Juan Carlos

sábado, 21 de janeiro de 2012


Mais um longa exibido na 15ª Mostra de Cinema de Tiradentes, Djalioh é um filme dirigido por Ricardo Miranda, o qual o Cinema i teve a oportunidade de assistir e comentar.
Ontem, dia 20/01/2012, foi a pré-estreia do longa "Billi Pig", e é claro, o Cinema i esteve presente e fez sua crítica!

E para abrir a 15ª Mostra de Cinema de Tiradentes, uma pré-estreia mundial, "Billi Pig", ficção com direção de José Eduardo Belmonte, contando em seu elenco grandes nomes do cinema nacional, como por exemplo Selton Mello, Grazi Massafera, Milton Gonçalves, Cássia Kiss, Preta Gil, Sandra Pêra, Otávio Muller e Zezé Barbosa...
Hoje pela manhã conseguimos uma entrevista exclusiva com o grande ator Milton Gonçalves, que também esta no filme "Billi Pig"... Assista ao making-of e aguarde a entrevista completa...
 
Apresentação da  15ª Mostra de Cinema de Tiradentes

Começando...

Fala galera! É com grande orgulho e satisfação que damos início a este novo trabalho, que visa discutir cinema de uma maneira inusitada: pessoas das mais diversas áreas de formação unidas pelo gosto de fruir esta bela arte!

E, para começar, nada melhor que a cobertura da mostra de Tiradentes! Estamos nessa cidade maravilhosa, com amigos maravilhosos, fazendo o que fazemos de melhor: assistir e conversar sobre cinema!