domingo, 22 de janeiro de 2012

Impressões - abertura

Pouco antes de começar a 15ª mostra de cinema de Tiradentes, a cidade se preenche com todas as cores para receber durante oito dias um cinema que ainda insiste em ser monocromático. Tais cores acompanham as tendências visuais de cada tribo que decide embarcar numa suposta harmonia entre as disparidades. E assim, surge um comum objetivo: fruir cinema.

O cenário está pronto! E quando já não há mais como engendrar o tempo que carrega as amarras da criatividade, a mostra anuncia-se aberta através dos tocantes e costumeiros sons de Marcus Viana. O clima então se preenche com o enaltecimento a Minas, as belezas naturais e, principalmente, culturais... Uma tal de “mineiridade” encontra o auge emotivo na canção Pátria Minas.

E assim foi! De homenageado emocionado a comoção geral do público. E Minas, Minas, Minas... Os detentores, então, com as chaves da fruição em mãos, abrem as portas das tendas da imaginação, convidando todos a passearem pelos caminhos da contemporaneidade do cinema feito Brasil.

É cinema de mostra, com toda a complexidade que essa classificação pode representar. Cinema para relacionar-se, antes de qualquer outra coisa. Buscar na fruição múltiplas vazões às margens das esperanças, enquanto as expectativas tentam dizer que não somos palhaços infinitos tampouco heróis de costumes, mas sim, gente que busca compreender a multiplicidade em um “cinema adolescente”, que vive a procurar entre tantas cores alheias seus melhores tons.

Juan Carlos

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