sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Análise do curta "Gertrudes e Seu Homem", direção de Adriana Rodrigues, exibido dia 26/01/12 na 15ª Mostra de Cinema de Tiradentes


A história é uma adaptação do conto homônimo da autora goiana Augusta Faro.

Com um enredo um tanto quanto poético, 'Gertrudes e seu Marido', exibido na 15ª Mostra de Cinema de Tiradentes, mostra os sentimentos de uma costureira que vive em uma cidade do interior, destacando sua loucura, sua paixão e principalmente sua solidão.

Gertrudes é uma personagem sensual, portanto seu figurino e maquiagem foram fundamentais para expor esta ideia, com grandes decotes, um pequeno toque de vermelho na roupa e uma maquiagem marcante, o curta conseguiu mostrar todo este lado marcante da personagem.

Vale mensionar que as filmagens utilizaram película 35 mm, o que destacou bastante os cenários, que mesmo não sendo grandes conseguiram uma textura e um destaque diferenciado.

Com uma excelente filmagem, uma boa trilha sonora e uma história incrível este curta chamou a atenção do público e foi sucesso na mostra.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Matéria com a galera do Cinema-i e do Circuito Fora do Eixo no 'Estado de Minas' 25/01/2012


"Eles vêm de muitos lados. Brasília, Ouro Preto, Mariana, Petrópolis e até Los Angeles. As áreas também são diferentes. Tem representante da arquitetura, da história da arte. Mas o que leva todo mundo a Tiradentes é apenas uma causa: o cinema. E vale tudo pra estar na cidade. Alugar casa, dormir de qualquer jeito, dividir um banheiro com 10 pessoas. Apesar disso, é preciso acrescentar um detalhe interessante: explorar a programação “de galera” tem suas vantagens. “A gente conversa, troca experiência e tem companhia para sair”, conta Shaline de Paula."

Confira a matéria toda clicando aqui

Comentário curta Julie, Agosto, Setembro Direção: Jarleo Barbosa exibido dia 23/01/12 na 15ª Mostra de Cinema de Tiradentes


A 15ª Mostra de Cinema de Tiradentes a cada dia que passa me deixa cada vez mais impressionado, segunda-feira foi exibido o curta 'Julie, Agosto, Setembro', de Jarleo Barbosa, cujo nome faz uma brincadeira com os meses do ano e com o nome da personagem principal, uma suiça que acaba de chegar em Goiânia.

A história do curta é bastante simples, Julie é uma garota 'um pouco romântica' que tenta descobrir a cidade de Goiânia por meio de seus relacionamentos. No início ela encontra um pouco de dificuldades, devido ao seu idioma, o francês, mas ao encontrar um namorado que a ensina várias coisas, Julie começa a descobrir a cidade, até que por fim se torna parte dela.

A trilha do curta é excelente, trilha a qual estou escutando enquanto escrevo este comentário, muito boa. 'August' é da banda goiana Folk Heart, composta por três amigos.

As roupas usadas por Julie são repletas de figuras, flores, tons de azul e estampas, que passam para o espectador todo o lado romântico e ao mesmo tempo simples da personagem, em contrapartida os tons de cinza utilizados realçam a cidade de Goiânia com todo o seu concreto.

Ponto também para a atuação do elenco, que apesar de não falarem frase alguma, demonstram com o corpo e expressões todo o sentimento presente no curta.

A idéia de narração em francês caiu como uma luva, pois combinou muito com a história, ficou simples e elegante, e não deixou o curta hora alguma cansativo, algo bastante comum em produções que utilizam isto.

Conclusão, excelente!!!


quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Impressões... terceiro dia




Domingo é um dia bom de cinema, seja com a família, com os amigos, ou conhecer pessoas novas... Diferente disso não podia ser na em Tiradentes. O clima de afoito e eufórico começa a ganhar certo refinamento e nos percebemos melhor do que nunca inseridos numa mostra de cinema.

O dia ainda pedia um ecletismo generalizado e, por isso, percorri a linha do cinema “família” ou algo num patamar bem próximo a este. A programação buscou, por sua vez, oferecer em praticamente toda a linha diurna, filmes cuja classificação etária era livre, talvez, prevendo a dinâmica familiar e dominical.

Se família é uma vertente de público, família foi também um tema abordado entre as películas do dia. Nesta linha os curtas que evidenciam esta linha têm o intimista ‘Oma’, o agradável ‘Uma primavera’ e delicado ‘Assuntos de Família’ (todos já comentados aqui).

Além disso, a mostrinha (destinada aos curtas infantis e animações) traz o frescor dos avanços da computação gráfica no cenário nacional e alguns outros experimentos visuais em stop motion. Pena que nestes dois casos, assim como nos curtas live action infantis, os enredos são, no geral, simplistas.  Dentre eles, destacamos o belo ‘Boboleta’ de Karla Oliveira, o quase ‘Sonhando Passarinhos’ de Bruna Carolli e político ‘Obsoleto’ de Heitor Mendonça e Cia.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

MAKING OFF






Comentário OMA, curta do dia 22/01 da Mostra Panorama


No domingo, dia 22, a Mostra de Cinema de Tiradentes exibiu 4 curtas. O que mais me chamou atenção foi "OMA" de Michael Wahrmann


OMA trata da relação entre o diretor e sua avó. É interessante como mesmo com a dificuldade de comunicação entre os dois (ela fala alemão e ele espanhol)  dá pra perceber a relação forte que existe, como se a forma de comunicação fosse uma coisa trivial perto do laço de afeto que os dois compartilham.
O diretor escolhe deixar claro essa dificuldade que realça o fato de outras dificuldades que vem com a idade. A dificuldade de locomoção, a perda da visão, a perda da juventude e com ela tudo o que se era considerado “belo” em relação à aparência. Isso fica claro quando a avó posa para fotos na varanda, como se quisesse se sentir bonita de novo.
Senti extrema preocupação em deixar tudo o mais natural possível, tudo o que parece simples se torna então reflexivo. Em determinados momentos dá pra notar a angústia misturada com a conformidade da velhinha o que me causou uma espécie de nostalgia invertida, como se ao invés de sentir falta de uma coisa que já passou eu pudesse sentir o sentimento do peso da vida quando se chega à velhice e fosse sentir falta de exatamente o momento em que pensei isso, assistindo esse curta. Um pouco confuso mas pra mim o primeiro sinal de que um filme é bom, é quando me faz mergulhar em um turbilhão de sentimentos como esse fez.
O curta tem um aspecto extremamente intimista mas por ser tão verdadeiro se torna universal. Qualquer um se identifica com a relação com os avós ou com o simples de fato de que o tempo chega para todo mundo e que no fim das contas o que importa são as pessoas que te amam e estão ao seu lado e que você não precise dizer isso para que saibam. Como o próprio diretor diz “ela não escuta e eu não entendo”  mas estão lá um para o outro.

Abertura da 15ª Mostra de Cinema de Tiradentes


Vídeo realizado pelo Clube de Cinema, frente audiovisual do Circuito Fora do Eixo.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Comentário 'Oma' e 'Uma Primavera', curtas exibidos dia 23/01/2012 na 15ª Mostra de Cinema de Tiradentes

A Série 2-Mostra Panorama, exibiu na tarde deste domingo quatro curtas bastante chamativos dentro da 15ª Mostra de Cinema de Tiradentes.

Em sua maioria, os curtas trataram de questões presentes dentro das famílias atuais,
mostrando seus conflitos de uma forma realista, porém cada qual com um ponto de vista diferenciado, irei citar os meus dois favoritos:

As cores utilizadas foram fundamentais, o tom de cinza presente em 'Oma', documentário de Michael Wahrmann, permite, em meu ponto de vista, a visualização da tristeza presente na velhice da personagem principal. A forma com que foi filmado, mais fechado no rosto dos personagens, também foi fundamental para isto, focando as expressões tristes e cansadas da avó. Este curta foi marcante, impossível assistir e não lembrar de nossos avós e conhecidos mais velhos.


'Uma Primavera', de Gabriela Amaral Almeida, mostra todo o estresse de uma mãe que habituada com o clima da cidade grande e cheia de conflitos pessoais não consegue ter um momento de calma. As cores, num tom marrom, passam para o espectador a mesma senssação que a personagem esta vivendo, quando a mesma não sabe onde sua filha esta. Assim que a menina é encontrada, é possível reparar um tom azul nas roupas do namorado da garota, passando a senssação de tranquilidade para quem assiste, a mesma vivida pela mãe ao ter seu problema resolvido. Este curta ganha pontos por mostrar de forma realista a vida conturbada das pessoas que vivem nas grandes cidades, e que levam todo este estresse para onde quer que elas vão.

Comentário curta 'Assunto de Família', exibido dia 22/01/12 na 15ª Mostra de Cinema de Tiradentes

Há um indiscutível poder em curtas-metragens (refiro-me aos bons) em sintetizar em imagens sentimentos complexos, porém concisos, em seus poucos minutos. Talvez a categoria 'curta' seja o privilegiado momento do experimento em cinema. Isso torna-se ainda mais evidente na realidade do Brasil uma vez que esta categoria de filmes dificilmente saem dos circuitos de mostras e festivais de cinema.

Como exemplo paradigmático temos 'assunto de família'. Dono de uma narrativa simples, somos convidados a conhecer o cotidiano de uma ordinária família em dia de jogo na tv. O cenário fechado, de um apartamento paulistano, com rarefeita luminosidade parece dialogar com a quase ausência de interação afetiva entre os personagens. Temos o patriarca que sem as calças se espalha na poltrona enquanto ora interage com a tv ora critica a mulher. Ela, por sua vez, busca escapar de um cotidiano machista através de pequenos prazeres como  fumar um cigarro escondido do marido ou perceber-se ainda mulher frente ao espelho. É um retrato do amor solitário.

 Os filhos, dois rapazes, demonstram os oceanos que distanciam suas personalidades em sutis interações, quase sempre demarcadas por uma tensão animalesca, que parece tornar-se apática num cotidiano individualista.

Lá, os personagens parecem dividir apenas o espaço. Nada mais. Enquanto cada um busca uma felicidade particular, ou aquilo que resta dela, uma expectativa de um reencontro paira. Contudo, o inevitável, transcrito mais uma vez na solidão, se apresenta em pequenos atos de esperança, onde, mesmo truncada, as interações pessoais ganham espaço através de inesperadas mas banais ações.


Juan Carlos
 

Programação 15ª Mostra de Cinema de Tiradentes (24/01/2012)




Assista alguns trailers de algumas atrações de amanhã, 24/01/2012, na 15ª Mostra de Cinema de Tiradentes:




Na tarde de ontem, 22/01/2012, dentro da Mostra Panorama, foram exibidos quatro curtas, o cinema i assistiu e deu seua opinião, destacando o curta "Uma Primavera", de Gabriela Amaral Almeida.

Impressões - segundo dia

Um dos gostos mais amargos das mostras de cinema em geral é ter que montar sua própria programação, uma vez que o cronograma geral é vasto e simultâneo, fazendo com que o espectador escolha uma sessão e deixa duas outras para assistir sabem-se lá quando.

O sujeito enquanto transformação delineou o tom deste meu segundo dia de mostra. Seja um sujeito dilacerado pelas dores do amor flabubertiano do longa de Ricardo Miranda (Djalioh – 2011) ou o inquieto e sonhador de Selton Mello (O Palhaço – 2011). Mas as aproximações terminam neste ponto.

Djalioh é um filme de difícil acesso para o espectador que não queira se encontrar com sua intimidade. Entre uma narrativa visual, que busca nos devaneios de um texto romântico, o diretor dissolve as fragilidades humanas ali demonstradas em um cotidiano fantasmagórico, onde a sua maior companhia é um reflexo de si mesmo.

Por outro lado, a composição fotográfica das cenas propõe ora a clausura ora a amplitude. Tal dicotomia se complementa tendendo à primeira impressão, pois ali o trabalho de interpretação casado com uma câmera intimista não dá espaço de fuga: é você em frente a uma visceral verdade. Em momento ápice, Miranda propõe a tela escura como absoluto enquanto uma criança chora compulsivamente até que o som é esmagado com um baque que faz até a mais insensível alma perceber-se vulnerável.

Djalioh é uma experiência dos sentidos. Em certo momento o espectador se percebe intimamente inserido num jogo de narrativa e imagem tão dispares e concisas que, como numa alegoria da contradição, perceber-se inserido neste devaneio é uma opção privilegiada no modo em como se frui cinema.

domingo, 22 de janeiro de 2012


A turma do Cinema i também conferiu os curtas exibidos no dia 21/01/2012 aqui na mostra, confira nossa opinião e deixe seu comentário!

Mais uma vez a equipe do Cinema i marca presença e da a sua opinião sobre os filmes que estão sendo exibidos na 15ª Mostra de Cinema de Tiradentes, desta vez o longa escolhido foi "Vou Rifar Meu Coração", documentário de Ana Rieper.

Impressões - abertura

Pouco antes de começar a 15ª mostra de cinema de Tiradentes, a cidade se preenche com todas as cores para receber durante oito dias um cinema que ainda insiste em ser monocromático. Tais cores acompanham as tendências visuais de cada tribo que decide embarcar numa suposta harmonia entre as disparidades. E assim, surge um comum objetivo: fruir cinema.

O cenário está pronto! E quando já não há mais como engendrar o tempo que carrega as amarras da criatividade, a mostra anuncia-se aberta através dos tocantes e costumeiros sons de Marcus Viana. O clima então se preenche com o enaltecimento a Minas, as belezas naturais e, principalmente, culturais... Uma tal de “mineiridade” encontra o auge emotivo na canção Pátria Minas.

E assim foi! De homenageado emocionado a comoção geral do público. E Minas, Minas, Minas... Os detentores, então, com as chaves da fruição em mãos, abrem as portas das tendas da imaginação, convidando todos a passearem pelos caminhos da contemporaneidade do cinema feito Brasil.

É cinema de mostra, com toda a complexidade que essa classificação pode representar. Cinema para relacionar-se, antes de qualquer outra coisa. Buscar na fruição múltiplas vazões às margens das esperanças, enquanto as expectativas tentam dizer que não somos palhaços infinitos tampouco heróis de costumes, mas sim, gente que busca compreender a multiplicidade em um “cinema adolescente”, que vive a procurar entre tantas cores alheias seus melhores tons.

Juan Carlos

sábado, 21 de janeiro de 2012


Mais um longa exibido na 15ª Mostra de Cinema de Tiradentes, Djalioh é um filme dirigido por Ricardo Miranda, o qual o Cinema i teve a oportunidade de assistir e comentar.
Ontem, dia 20/01/2012, foi a pré-estreia do longa "Billi Pig", e é claro, o Cinema i esteve presente e fez sua crítica!

E para abrir a 15ª Mostra de Cinema de Tiradentes, uma pré-estreia mundial, "Billi Pig", ficção com direção de José Eduardo Belmonte, contando em seu elenco grandes nomes do cinema nacional, como por exemplo Selton Mello, Grazi Massafera, Milton Gonçalves, Cássia Kiss, Preta Gil, Sandra Pêra, Otávio Muller e Zezé Barbosa...
Hoje pela manhã conseguimos uma entrevista exclusiva com o grande ator Milton Gonçalves, que também esta no filme "Billi Pig"... Assista ao making-of e aguarde a entrevista completa...
 
Apresentação da  15ª Mostra de Cinema de Tiradentes

Começando...

Fala galera! É com grande orgulho e satisfação que damos início a este novo trabalho, que visa discutir cinema de uma maneira inusitada: pessoas das mais diversas áreas de formação unidas pelo gosto de fruir esta bela arte!

E, para começar, nada melhor que a cobertura da mostra de Tiradentes! Estamos nessa cidade maravilhosa, com amigos maravilhosos, fazendo o que fazemos de melhor: assistir e conversar sobre cinema!