
Roteiro: Sérgio Borges
Direção: Leonardo Barcelos
Balança mas não cai trata-se de um documentário arriscado sobre o edifício Tupis em Belo Horizonte, Minas Gerais. Um documentário-ficcional arriscado e ao mesmo tempo estreito.
Balança mas não cai trata-se de um documentário arriscado sobre o edifício Tupis em Belo Horizonte, Minas Gerais. Um documentário-ficcional arriscado e ao mesmo tempo estreito.
Como disse o crítico Ataides Braga "Paradoxo da Dialética".
Primeiramente Balança mais não cai seria um documentário institucional que tomaria como início a reforma do edifício Tupis que há anos constava-se abandonado. Leonardo Barcelos resolveu se entregar ao prédio e construir um documentário-ficcional que conseguisse transitar entre o tempo e resgatar as tantas memórias esquecidas naquele lugar. Devemos considerar e analisar se a intenção do diretor foi condizente com sua obra acabada.
O documentário mistura personagens fictícios atuando em meio aos escombros, fazendo a transposições na tela com o passado e o presente. Esse estilo de linguagem cinematográfica apesar de ter seu grande papel inovar foi redundante e indulgente em sua forma. As cenas ficcionais ficaram muito aleatórias tornando o filme, em alguns momentos, cansativo.
O documentário também se exacerbou em retratar a vida boêmia do prédio nos seus tempos de habitação, cenas desnecessárias e vulgares tiraram a atenção do expectador para a importância fantasmagórica dos personagens.
Os entrevistados também perderam sua importância com depoimentos sobre uma Belo Horizonte passada, acontecimentos sem muita relevância. Se intencional ou não esses depoimentos e algumas imagens que retratavam uma Belo Horizonte de outrora , deixaram uma nostalgia percorrer pelos caminhos de Belo Horizonte.
Todavia é necessário considerar a beleza estética e a fotografia dedicada. Um filme arriscado na estética e a na técnica, trazendo coragem para as produções cinematográficas brasileiras. Um documentário dinâmico e moderno mas que desliza pelo alto ego do diretor, demonstrado pelas cenas desnecessária ("de imersões") que o próprio atua, com a obrigação apenas de encenar sua quase arrogância e despreparo no roteiro.
Fui um erro tratar o roteiro de maneira tão descompromissada e aleatória, como Barcelos disse em debate: "Foram cenas soltas, da minha imaginação" . Um erro que eliminou toda a inovação e realização artística.
Todavia é necessário considerar a beleza estética e a fotografia dedicada. Um filme arriscado na estética e a na técnica, trazendo coragem para as produções cinematográficas brasileiras. Um documentário dinâmico e moderno mas que desliza pelo alto ego do diretor, demonstrado pelas cenas desnecessária ("de imersões") que o próprio atua, com a obrigação apenas de encenar sua quase arrogância e despreparo no roteiro.
Fui um erro tratar o roteiro de maneira tão descompromissada e aleatória, como Barcelos disse em debate: "Foram cenas soltas, da minha imaginação" . Um erro que eliminou toda a inovação e realização artística.