segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Harry Potter - Um Final e Nenhuma Premiação da Academia


Harry é um órfão que viveu seus primeiros onze anos de vida junto a seus tios negligentes, porém descobre que é um bruxo e toma um rumo inesperado para sua vida, sendo enviado para a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, onde vive grandes aventuras e tenta salvar o mundo mágico de um bruxo maligno.

A coleção de livros de J. K. Rowling foi inevitavelmente atraindo a atenção de Hollywood, e quando a Warner Bros. adquiriu os direitos da obra o livro virou filme, e ganhou fama mundial.

O primeiro longa da série conseguiu o maior sucesso de estreia até a sua data de lançamento e faturou mais que qualquer outro filme, exceto Titanic, até então. Já o último filme da série foi a maior bilheteria de 2011, e uma das maiores de toda a história do cinema.

Harry Potter ao longo de seus 10 anos de cinema, teve 12 indicações ao Oscar, porém não ganhou nenhuma estatueta, talvez porque concorria com filmes mais dramaticos e/ou mais intelectuais, filmes os quais tem uma preferencia maior na academia.

Em minha opinião, a série foi de fundamental importância para o cinema, e deveria ao menos ter levado alguma estatueta ao longo de sua história, porém não posso negar que os filmes que concorreram com ela eram muito bons, e o simples fato de ter sido indicada tantas vezes tornaram todos os filmes de Harry Potter em clássicos, que certamente serão passados de geração em geração.

Uma definição para os filmes de Harry Potter pode ser a seguinte, uma obra de arte para os olhos e ouvidos.





quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Beleza Adormecida


Pode não ser o gênero de filmes favorito de todos, mas é evidente que filmes dramáticos tem uma importância maior para o cinema que os outros tipos de filmes, uma vez que cobram mais dos atores e diretores, que devem se preocupar quando o filme começa a ultrapassar os limites da obra passando a ser entediante, um trabalho bastante difícil.

Não assisti ainda ao filme Beleza Adormecida, mas lendo sua sinopse, vendo seu trailer e observando algumas críticas na internet, pude tirar algumas conclusões.

O filme conta a história de Lucy, uma garota que entra para uma rede de prostituição um tanto quanto que diferenciada, isto porque as garotas desta rede ingerem alguns comprimidos antes do programa, os quais as deixam adormecidas, nesta hora, o cliente entra e faz o que bem entende com as garotas. Ao acordarem, elas não fazem a mínima ideia do que aconteceu, e com o desenrolar da trama Lucy consegue enxergar os possíveis abusos que sofre através de pequenas observações ao seu arredor.

Observando o trailer, temos a impressão de que a personagem é uma garota que se desligou do mundo, em momento algum ela esboça algum tipo de reação, isto tudo escutando o que será o seu trabalho, explicação um tanto implícita, porém chocante.

O longa vem acompanhado de um excesso de nudez, o que para muitos serve apenas para enrolar ainda mais a história, é neste caso uma forma de mostrar o que a protagonista passa para poder sobreviver.

Usando cores abatidas presentes em muitas produções do gênero que querem evidenciar o sofrimento de seus personagens e cenários luxuosos e clássicos, ao mesmo tempo, deixaram o filme com um aspecto sensual e triste simultaneamente, particularmente achei isto incrível.

Agora é esperar para ver, Beleza Adormecida, drama com direção e roteiro de Julia Leigh, que tem data de estréia para o dia nove de março.


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

A Importância de Steven Spielberg para o cinema atual



Steven Allan Spielberg é um dos cineastas norte-americanos mais populares e mais influentes do cinema. Spielberg é o diretor com o maior número de filmes na lista dos “100 Melhores Filmes de Todos os Tempos”, feita pelo American Film Institute.


A carreira cinematográfica de Spielberg começou aos 13 anos de idade, quando ele fez seu primeiro curta-metragem intitulado “Fuga do Inferno”, mostrando fatos sobre a guerra. Por falar em guerra, Spielberg é fissurado por guerras e muitos de seus filmes retratam exatamente esse fascínio do cineasta por conflitos e batalhas, esta sensibilidade para filmes do gênero provavelmente vem de sua avó, que sobreviveu em um campo de concentração, e de seu pai, que serviu no exército.



O reconhecimento veio com o longa “Tubarão” de 1975, sucesso de bilheteria arrecadando milhões de dólares e de fãs. A fama do filme foi tão grande que influenciou os grandes estúdios a investissem no gênero ‘blockbuster’, retratando grandes catástrofes com muitos efeitos especiais.


Spielberg tem uma lista tão extensa de sucessos que eu ficaria aqui durante horas digitando filme por filme, mas alguns sucessos eu sou obrigado a citar, pois foram sucesso de crítica e bilheteria, são eles E.T., Jurassic Park, Indiana Jones, Tubarão, A Cor Púrpura, O Resgate do Soldado Ryan e A Lista de Schindler.


A primeira indicação ao Oscar na categoria de melhor diretor veio em 1977, com o filme “Contatos Imediatos de Terceiro Grau”, porém Spielberg só veio conseguir uma estatueta de melhor diretor em 1993 com “A Lista de Schindler”.


Com “A Cor Púrpura” Spielberg conseguiu mostrar para a crítica e para o mundo que também entendia de filmes com temas mais adultos, no caso um drama que recebeu onze indicações para o Oscar, inclusive de melhor filme, porém não conseguiu nenhuma estatueta, mas se tornou um clássico do cinema.


Basta darmos uma rápida olhada nas produções e na biografia de Spielberg que conseguimos enxergar claramente a importância deste talentoso diretor, produtor, roteirista e até ator para o cinema atual.


Spielberg foi criador de filmes catastróficos, impulsionando a produção de filmes do gênero, sua mente brilhante e a forma com que retrata os personagens, destacando aqui os mais jovens, é inquestionavelmente de longe uma das melhores. Ele retrata em seus filmes toda uma fantasia infantil, porém bastante realista, com personagens jovens e inteligentes.


O diretor também tem grande papel no cinema quando falamos de produções com bastantes efeitos especiais, as quais Spielberg se destaca no meio por seu trabalho e servindo de inspiração para novos e futuros cineastas.


Este é Steven Allan Spielberg, ídolo de muitos e conhecido por todos!!!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Cinema Jovem

Vivemos em uma época a qual muitos filmes são destinados ao público jovem, são longas que nem sempre vêm acompanhados de bons roteiros, mas sempre com atores famosos entre o público teen, isto porque é justamente este público quem lota as salas de cinema por todo o país.


Filmes como “Muita Calma Nessa Hora”, “As Aventuras de Agamenon – O Repórter”, e o mais novo, “Billi Pig”, são exemplos de longas que levaram e/ou levarão para o cinema multidões de pessoas, principalmente adolescentes que só irão assistir a estas produções devido à presença de seus ídolos nas mesmas.


Muitos saem das salas de exibições desapontados, como ocorreu no lançamento mundial de “Billi Pig”, durante a 15ª mostra de cinema de Tiradentes, onde várias pessoas saíram da sala não acreditando no que haviam visto, raras as que realmente gostaram do longa, porém muitos com a concepção de que este tipo de filme é importante para o mercado nacional, uma vez que eles abrirão novos olhares e novas ideias poderão ser criadas e produzidas.


Para você que gosta do gênero, aí vai a minha dica, vá até a locadora mais próxima e alugue “Muita Calma Nessa Hora”, não é digamos uma grande história, porém é muito divertido, principalmente se você for assistir com os amigos.

Sinopse: Três jovens amigas, Tita (Andréia Horta), Mari (Gianni Albertoni) e Aninha (Fernanda Souza), encontram-se diante de situações desafiadores . Em busca de novos caminhos, decidem passar um fim de semana na praia. Na estrada,  conhecem Estrella (Debora Lamm), uma hippie, que lhes pede carona para tentar achar o pai desconhecido. As quatro garotas vivem situações hilárias, absurdas e emocionantes. Mais que mudar de ares, mudam a si mesmas.

Gênero:   Comédia Jovem
Direção:   Felipe Joffily
Roteiro:   Bruno Mazzeo, João Avelino e Rosana Ferrã

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Balança Mas Não Cai - Mostra Aurora - Mostra de Cinema de Tiradentes


Roteiro: Sérgio Borges

Direção: Leonardo Barcelos

Balança mas não cai trata-se de um documentário arriscado sobre o edifício Tupis em Belo Horizonte, Minas Gerais. Um documentário-ficcional arriscado e ao mesmo tempo estreito.
Como disse o crítico Ataides Braga "Paradoxo da Dialética".

Primeiramente Balança mais não cai seria um documentário institucional que tomaria como início a reforma do edifício Tupis que há anos constava-se abandonado. Leonardo Barcelos resolveu se entregar ao prédio e construir um documentário-ficcional que conseguisse transitar entre o tempo e resgatar as tantas memórias esquecidas naquele lugar. Devemos considerar e analisar se a intenção do diretor foi condizente com sua obra acabada.

O documentário mistura personagens fictícios atuando em meio aos escombros, fazendo a transposições na tela com o passado e o presente. Esse estilo de linguagem cinematográfica apesar de ter seu grande papel inovar foi redundante e indulgente em sua forma. As cenas ficcionais ficaram muito aleatórias tornando o filme, em alguns momentos, cansativo.

O documentário também se exacerbou em retratar a vida boêmia do prédio nos seus tempos de habitação, cenas desnecessárias e vulgares tiraram a atenção do expectador para a importância fantasmagórica dos personagens.

Os entrevistados também perderam sua importância com depoimentos sobre uma Belo Horizonte passada, acontecimentos sem muita relevância. Se intencional ou não esses depoimentos e algumas imagens que retratavam uma Belo Horizonte de outrora , deixaram uma nostalgia percorrer pelos caminhos de Belo Horizonte.

Todavia é necessário considerar a beleza estética e a fotografia dedicada. Um filme arriscado na estética e a na técnica, trazendo coragem para as produções cinematográficas brasileiras. Um documentário dinâmico e moderno mas que desliza pelo alto ego do diretor, demonstrado pelas cenas desnecessária ("de imersões") que o próprio atua, com a obrigação apenas de encenar sua quase arrogância e despreparo no roteiro.

Fui um erro tratar o roteiro de maneira tão descompromissada e aleatória, como Barcelos disse em debate: "Foram cenas soltas, da minha imaginação" . Um erro que eliminou toda a inovação e realização artística.



terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Contos de Nova York

Título original: (New York Stories)
Lançamento: 1989 (EUA) Direção: Woody Allen / Francis Ford Coppola / Martin Scorsese Atores: Woody Allen, Mia Farrow, Ira Wheeler, Nick Nolte, Rosanna Arquette, Talia Shire, Giancarlo Giannini, Heather McComb
Duração: 124 min
Gênero: Drama\Comédia

Sinopse: Na primeira história, "Lições de Vida" (Life Lessons), dirigida por Martin Scorsese, Lionel Dobie (Nick Nolte), um famoso artista plástico, fica arrasado quando Paulette (Rosanna Arquette), sua namorada e assistente, planeja abandoná-lo. Na segunda, "A Vida Sem Zoe" (Life Without Zoe), dirigida por Francis Ford Coppola, Zoe (Heather McComb), uma menina, vive esquecida em um hotel de luxo enquanto seus famosos pais viajam o mundo. Na terceira, "Édipo Arrasado" (Oedipus Wrecks), dirigida por Woody Allen, Sheldon Mills (Woody Allen) é um advogado que não consegue se libertar da mãe dominadora.

Comentário: Tá sem paciência pra assistir filmes longos?? Aqui vai uma ótima pedida: "Contos de Nova York". São três contos dirigidos por diretores consagrados (Scorsese, Coppola e Woody Allen) e que mostram Nova York de uma maneira diferente. Não enaltecem sua grandiosidade (como em Manhattan, de Woody Allen) ou usam o elemento de unidade para amarrar os contos e sim apresentam histórias que têm em comum a singularidade de seus personagens e suas percepções sobre a cidade. Cada um dos contos nos apresenta uma visão pessoal e íntima dos protagonistas sobre Nova York e é nessa divergência que está o ponto de coerência. A “Big Apple” vista como um lugar em que habitam todos os tipos de pessoas e que portanto, está sujeita a abrigar os mais particulares estilos de vida e os mais distintos universos e realidades. Particularmente não gosto do conto do Coppola, as interpretações me incomodam um pouco, mas para compensar temos nada menos que Woody Allen e Scorsese, rápidos, objetivos e muito bons!

Depoimento sobre a Mostra de Cinema de Tiradentes

“Ser ator ainda é o que eu fazia quando era criança, dar margem à imaginação. A finitude da vida versus a infinitude da arte. Tornar visível o invisível”

Foram com essas palavras ditas pelo ator Selton Mello que começou a 15ª Mostra de Cinema de Tiradentes. Mas o que o Selton compartilhou como experiência e opinião pessoais, eu vi acontecer todos os dias.

Ficar imerso em um ambiente criativo e ao mesmo tempo profissional, leve e ao mesmo tempo emotivo, com o cinema como eixo central de ligação entre as pessoas é realmente inspirador. Poder mergulhar em diferentes universos todos os dias e refletir através das idéias e contextos dos filmes muito mais que apenas assistir, mas discutir cinema, nos torna pessoas mais críticas. Sim, de filmes. Mas também de nós mesmos, da nossa verdade pessoal e social, das nossas experiências e expectativas.

Quantas vezes não me peguei em um momento de identificação ou sensibilidade? E o mais interessante, só  filmes brasileiros! Assistir aos clássicos do cinema mundial pra qualquer cinéfilo é muito fácil, os filmes já foram exaustivamente discutidos e analisados. Mas ser exposto à produção de cinema nacional além de nos hambientar ao que está acontecendo no cenário cinematográfico do país, nos amadurece para o fato de que é possível sim fazer cinema no Brasil e se temos falhas, é com iniciativas como a da Mostra de Cinema de Tiradentes que podemos nos articular para melhorarmos. 

Como o artista Vik Muniz diz, “O momento em que uma coisa se transforma em outra é o momento mais bonito da arte”. Aqui uma cidade sem sala de cinema próprio se transforma em palco de uma mostra que expõe milhares de pessoas à cultura gratuita e de qualidade. Se transforma no invisível de que o Selton Mello falava no primeiro dia. Um invisível que se torna visível de formas tão significativas que eu não poderia descrever em palavras, teria que fazer cinema.